Rodrigo Castanheira

Criminalista inscrito na OAB/RJ nº 161.664, com mais de 15 anos de experiência na advocacia criminal, atuante em todas as instâncias judiciais e com participação em mais de 900 processos.

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O que fazer quando um parente é preso: orientação com um advogado criminalista no Rio de Janeiro

Meu parente foi preso: o que devo fazer agora?

Se um parente foi preso, a primeira providência é descobrir onde ele está, qual foi o motivo da prisão e se a prisão ocorreu em flagrante, por mandado, preventiva, temporária ou condenação definitiva. Em seguida, a família deve procurar imediatamente um advogado criminalista, reunir documentos pessoais, informações sobre o caso, local da prisão, número do procedimento, delegacia ou unidade prisional e evitar comentários públicos. Nas primeiras horas, a defesa pode analisar a legalidade da prisão, acompanhar a delegacia, atuar na audiência de custódia, pedir liberdade provisória, revogação da prisão, relaxamento da prisão ilegal ou habeas corpus.

A prisão de um familiar é uma situação de extrema angústia. A família, muitas vezes, recebe uma ligação inesperada, uma informação incompleta ou uma mensagem dizendo apenas que a pessoa foi conduzida para a delegacia. Nesse momento, o desespero pode levar a decisões precipitadas, como discutir com policiais, procurar a suposta vítima, publicar explicações nas redes sociais ou tentar resolver o caso sem orientação jurídica.

O mais importante é agir com rapidez, mas com técnica. A prisão não é toda igual. Uma prisão em flagrante exige providências diferentes de uma prisão preventiva, temporária, civil, por mandado em aberto ou por condenação definitiva. Por isso, antes de qualquer conclusão, é necessário identificar a origem da prisão e o caminho jurídico adequado.

No Rio de Janeiro, a atuação imediata de um advogado criminalista pode ser decisiva, especialmente nas primeiras horas após a prisão. É nesse momento que se verifica a legalidade do flagrante, a existência de abuso, a necessidade da prisão, a possibilidade de liberdade provisória e os argumentos para audiência de custódia ou habeas corpus.

Como descobrir onde meu parente está preso?

O primeiro passo é tentar identificar a autoridade responsável pela prisão. A família deve buscar informações sobre a delegacia para onde a pessoa foi levada, o local da abordagem, o horário da prisão, o nome dos policiais envolvidos, o possível crime atribuído e se houve apreensão de objetos, veículo, celular ou documentos.

O Código de Processo Penal prevê que a prisão de qualquer pessoa e o local onde ela se encontre devem ser comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. Também prevê que, em até 24 horas após a prisão em flagrante, o auto de prisão deve ser encaminhado ao juiz competente.

Essas informações são essenciais para que o advogado localize o procedimento, tenha acesso ao auto de prisão em flagrante, identifique a acusação e comece a atuar tecnicamente.

O que fazer nas primeiras horas após a prisão?

Nas primeiras horas, a família deve reunir informações objetivas e evitar atitudes impulsivas. É importante anotar o nome completo do preso, CPF, RG, endereço, profissão, local da prisão, horário aproximado, delegacia responsável, nome de testemunhas, contatos de familiares e qualquer informação sobre o motivo da condução.

Também é importante separar documentos pessoais, comprovante de residência, carteira de trabalho, comprovantes de ocupação lícita, certidões, receitas médicas, documentos de filhos ou dependentes e qualquer elemento que demonstre vínculo com residência, trabalho e família.

Esses documentos podem ser relevantes para um pedido de liberdade provisória, revogação de prisão preventiva ou aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

Devo ir à delegacia sem advogado?

A família pode buscar informações na delegacia, mas o ideal é que o preso seja acompanhado por advogado criminalista antes de prestar declarações. A pessoa presa tem direito ao silêncio, à assistência de advogado e à comunicação com a família.

O maior erro, nesse momento, é acreditar que “explicar tudo rapidamente” sempre ajuda. Uma declaração mal conduzida, emocional, incompleta ou sem conhecimento do que já consta no procedimento pode prejudicar a defesa.

O advogado criminalista avalia se é adequado o preso falar ou permanecer em silêncio, acompanha a formalização do flagrante, verifica possíveis ilegalidades e impede que a urgência do momento gere prejuízos irreversíveis.

O que é audiência de custódia?

A audiência de custódia é o ato em que a pessoa presa é apresentada ao juiz para que sejam analisadas a legalidade da prisão, a necessidade de manutenção da custódia e eventuais abusos ou maus-tratos.

No caso de prisão em flagrante, o artigo 310 do Código de Processo Penal prevê que, após receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deve promover audiência de custódia e decidir se relaxa a prisão ilegal, converte o flagrante em prisão preventiva ou concede liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares.

Esse momento é extremamente importante. Uma boa atuação na audiência de custódia pode demonstrar que a prisão é ilegal, que não há fundamento para preventiva ou que medidas cautelares são suficientes.

Meu parente pode ser solto na audiência de custódia?

Sim. Dependendo do caso, o juiz pode conceder liberdade provisória, com ou sem fiança, aplicar medidas cautelares diversas da prisão ou relaxar a prisão se houver ilegalidade.

O artigo 321 do Código de Processo Penal prevê que, ausentes os requisitos que autorizam a prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo medidas cautelares se forem necessárias.

No entanto, não há garantia automática de soltura. A decisão dependerá da acusação, das circunstâncias do flagrante, dos antecedentes, da documentação apresentada, dos fundamentos da prisão e da atuação técnica da defesa.

Quando cabe habeas corpus?

O habeas corpus pode ser utilizado quando alguém sofre ou está ameaçado de sofrer constrangimento ilegal em sua liberdade. Em casos de prisão, ele pode ser cabível quando há ilegalidade no flagrante, ausência de fundamentação concreta para prisão preventiva, excesso de prazo, decisão genérica, erro na identificação, prisão por dívida indevida, descumprimento de formalidades essenciais ou desproporcionalidade da medida.

O habeas corpus não é uma fórmula automática. Ele precisa ser bem fundamentado, com base nos documentos do caso e nas ilegalidades concretas da prisão. Em situações urgentes, pode ser uma medida decisiva para buscar a liberdade.

Qual é a diferença entre relaxamento da prisão, liberdade provisória e revogação da preventiva?

O relaxamento da prisão é cabível quando a prisão é ilegal. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando não havia situação de flagrante, quando houve abuso, quando formalidades essenciais foram desrespeitadas ou quando a prisão não encontra base jurídica.

A liberdade provisória é aplicada quando a prisão em flagrante foi formalmente legal, mas não há necessidade de manter a pessoa presa durante o processo. Nesses casos, o juiz pode impor ou não medidas cautelares.

A revogação da prisão preventiva ocorre quando a prisão preventiva foi decretada, mas não existem mais motivos para sua manutenção, ou quando se demonstra que ela nunca deveria ter sido decretada.

Essa diferença é importante porque cada medida exige argumentos próprios. Uma defesa técnica não deve pedir tudo de forma genérica, mas identificar exatamente qual ilegalidade ou desnecessidade está presente.

O que a família não deve fazer quando alguém é preso?

A família não deve publicar detalhes do caso em redes sociais, discutir com policiais, tentar falar com testemunhas de forma inadequada, procurar a suposta vítima, apagar mensagens, ocultar objetos, combinar versões ou orientar o preso a mentir.

Também não é recomendável compartilhar prints, vídeos ou áudios do caso em grupos de WhatsApp. Tudo isso pode ser interpretado contra o preso ou prejudicar a estratégia defensiva.

A melhor postura é preservar informações, manter discrição e entregar tudo ao advogado para análise técnica.

Quais documentos ajudam na defesa de um preso?

Documentos pessoais, comprovante de residência, comprovante de trabalho, declaração de empregador, carteira de trabalho, comprovantes de estudo, documentos de filhos, receitas médicas, comprovantes de tratamento, certidões, mensagens, vídeos, imagens de câmeras, localização, notas fiscais e contatos de testemunhas podem ser importantes.

Esses documentos ajudam a demonstrar vínculos sociais, residência fixa, ocupação lícita, contexto dos fatos e eventuais contradições da acusação.

A família deve reunir tudo o que puder, mas sem alterar, apagar ou manipular provas.

Prisão em flagrante sempre vira prisão preventiva?

Não. A prisão em flagrante não deve virar prisão preventiva automaticamente. O juiz precisa analisar se estão presentes os requisitos legais da prisão preventiva. O artigo 312 do CPP exige prova da existência do crime, indícios suficientes de autoria e fundamento concreto relacionado à ordem pública, ordem econômica, instrução criminal ou aplicação da lei penal.

Se não houver fundamento concreto para manter a prisão, a defesa pode pedir liberdade provisória ou aplicação de medidas cautelares.

Quanto tempo a família deve esperar para procurar advogado?

A família não deve esperar. Em casos de prisão, o tempo é um fator decisivo. Quanto antes o advogado criminalista tem acesso às informações, maiores são as chances de identificar ilegalidades, orientar o preso, preparar documentos, atuar na audiência de custódia e buscar medidas urgentes.

A página atual do Grupo Castanheira já acerta ao destacar que, quanto mais rápido o advogado criminalista tiver acesso aos autos, maiores são as chances de uma atuação eficaz e imediata para resguardar os direitos do preso.

Resumo prático: o que fazer se um parente foi preso?

Se um parente foi preso, descubra onde ele está, qual autoridade realizou a prisão e qual é o motivo informado. Procure imediatamente um advogado criminalista. Reúna documentos pessoais, comprovante de residência, trabalho, estudo, informações sobre testemunhas e qualquer prova útil.

Evite exposição pública, não combine versões, não procure a suposta vítima e não deixe o preso prestar declarações sem orientação técnica. A defesa deve analisar rapidamente se cabe relaxamento da prisão, liberdade provisória, revogação da preventiva, medidas cautelares ou habeas corpus.

Advogado criminalista no Rio de Janeiro para parente preso

O Grupo CastanheiraAdvocacia Criminal Especializada atua no Rio de Janeiro e em tribunais de todo o Brasil na defesa de pessoas presas em flagrante, por mandado, prisão preventiva, prisão temporária, condenação ou situações urgentes envolvendo risco à liberdade.

O advogado criminalista Rodrigo Castanheira, inscrito na OAB/RJ 161.664, atua há mais de 15 anos na advocacia criminal, com experiência em audiência de custódia, habeas corpus, liberdade provisória, revogação de prisão preventiva, Tribunal do Júri, operações policiais e casos complexos. A página atual também destaca sua atuação em todas as instâncias judiciais e participação em mais de 900 processos.

Quando alguém é preso, a defesa não pode ser improvisada. As primeiras horas podem influenciar todo o andamento do caso.

Se seu parente foi preso no Rio de Janeiro, procure orientação jurídica imediata. A análise técnica da prisão pode revelar ilegalidades, ausência de fundamento para custódia ou possibilidade de liberdade.

Rodrigo Castanheira é advogado criminalista no Rio de Janeiro, com vasta experiência na defesa de casos complexos em tribunais de todo o Brasil. Há mais de 15 anos atua de forma exclusiva na área penal, sendo reconhecido por sua atuação técnica, estratégica e comprometida com a liberdade e a justiça.

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